Capítulo 3: A feira e o ferreiro ambulante
Nos anos 1950, o ferreiro ambulante chegava às feiras de madrugada, montava a forja no chão e consertava ferramentas enquanto vendia facas novas.
O aço vinha de molas de caminhão e de trilhos abandonados. Era bom aço, e o ferreiro sabia temperar no olho, pela cor da brasa.
“Meu pai montava a forja às cinco e às oito já tinha vendido a primeira faca.”
Campina Grande virou centro desse comércio. Da feira central, as facas seguiam para o Sertão e para o litoral.