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POLO RAIZRUMO À RAIZ
Uma breve história da cutelaria

300 anos de lâmina no sertão

Foto: [acervo / crédito]

Capítulo 3: A feira e o ferreiro ambulante

Nos anos 1950, o ferreiro ambulante chegava às feiras de madrugada, montava a forja no chão e consertava ferramentas enquanto vendia facas novas.

O aço vinha de molas de caminhão e de trilhos abandonados. Era bom aço, e o ferreiro sabia temperar no olho, pela cor da brasa.

“Meu pai montava a forja às cinco e às oito já tinha vendido a primeira faca.”
Tibério Nóbrega, Forja Sertaneja

Campina Grande virou centro desse comércio. Da feira central, as facas seguiam para o Sertão e para o litoral.